Com dois gols de Juninho, Sport vira em cima do Náutico e larga com vantagem nas sêmis
Acionado no segundo
tempo, prata da casa marca aos 45 e 46 minutos do segundo tempo e crava
a vitória rubro-negra por 3 a 2, na Ilha do Retiro
Juninho entrou aos 22 minutos do segundo tempo e mudou o jogo a favor do Rubro-negro
O Sport dominou o clássico contra o Náutico. Mas só conseguiu
arrancar a vitória no jogo de ida das semifinais do Campeonato
Pernambucano nos minutos finais, após estar perdendo na maior parte da
partida. E graças a um garoto com talento, faro de gol e estrela. Com
dois gols do prata da casa Juninho, aos 45 e 46 minutos do segundo
tempo, o Leão venceu, de virada, o Timbu por 3 a 2 e agora joga por um
empate, domingo que vem na Arena de Pernambuco, para chegar à final do
Estadual.
Aos alvirrubros, resta a missão de
vencer por dois gols de vantagem. Um triunfo por um tento leva a decisão
aos pênaltis. Essa também foi a primeira vitória em clássicos do Sport
no ano. E a primeira derrota do Náutico.
O jogo
Para
o clássico, o técnico Ney Franco, como já havia sugerido, fez mudanças
com relação ao último jogo do Sport, armando a sua equipe à imagem da
segunda partida das quartas de final da Copa do Nordeste contra o
Campinense (a melhor do time na temporada), com três volantes e
liberdade ofensiva para Rithely e principalmente Diego Souza. Já no
Náutico, Milton Cruz fez o básico, com dois volantes, dois meias e dois
atacantes.
E nessa disputa tática, os
rubro-negros dominaram os alvirrubros no primeiro tempo.
Explorando
principalmente o lado direito de ataque, com Samuel Xavier, Rithely e
Diego Souza, os donos da casa cansaram de criar boas oportunidades,
sempre levando vantagem em cima do lateral Manoel e dos volantes Rodrigo
Souza e João Ananias. E com o time alvirrubro errando muitos passes e
rifando a bola, Magrão era um mero expectador
Anselmo comemora segundo gol timbu
Já
o problema do Sport foi um só. As finalizações. Com os leoninos
desperdiçando, pelo menos, quatro ótimas oportunidades. Seja com Tiago
Cardoso fazendo boas defesas ou por conta do pé descalibrado de Rogério e
principalmente André. O camisa 90 perdeu gols de tudo quando foi forma.
Chutando em cima do goleiro timbu, cabeceando no travessão e até mesmo
após receber uma “assistência” do lateral alvirrubro David, isolando
dentro da pequena área.
E nesse clássico, nunca
o batido ditado “quem não faz, leva” foi tão bem empregado. Na única
vez que se arriscou com mais perigo ao ataque, o Náutico abriu o placar.
Após Erick ser derrubado na entrada da área, depois de uma bela jogada
individual, Marco Antônio bateu a falta no ângulo de Magrão, no último
lance da primeira etapa. 100% de aproveitamento.
Segundo tempo
No
retorno para a etapa final, os dois rivais voltaram com a mesma
formação. E parecia que o enredo dos primeiros 45 minutos se repetiria,
com Tiago Cardoso defendendo cabeçada de André, livre, logo com seis
minutos. Porém, logo em seguida, o Sport, enfim, fez jus ao seu maior
volume de jogo. Em outro escanteio, Diego Souza aproveitou confusão na
área do Náutico e chegou mais rápido para empurrar para o gol, empatando
o clássico.
Com o empate logo no ínicio do
segundo tempo, a blitz rubro-negra não cessou. Três minutos depois,
Diego Souza, como um centroavante, mandou de cabeça no travessão de
Tiago Cardoso. Minutos depois, o goleiro foi obrigado a trabalhar de
novo em chute de Rogério.
O Náutico só voltaria
a ameaçar novamente em um lance de bola parada, com Ewerton Páscoa
ganhando de cabeça para Magrão e colocando nas redes. O árbitro,
erroneamente, marcou falta inexistente do zagueiro alvirrubro. O lance,
porém, parece ter dado um pouco mais de ânimo ao Timbu. Assim, dois
minutos depois, após levantamento na área, Anselmo foi mais rápido que
os zagueiros rubro-negros e mandou para as redes.
Com
o Sport novamente atrás do marcador, Ney Franco colocou o time para
cima, com as entradas de Everton Felipe e Juninho nas vagas de Ronaldo e
André. Já no Náutico, Rodrigo Souza, lesionado, deu vaga ao zagueiro
Nirley, com Páscoa passando a atuar como volante. Na sequência, Maylson
entrou na vaga do apagado Dudu. Ciente de que o Leão teria que se expor,
a intenção era melhorar o passe na saída de bola para encaixar um
contra-ataque.
Mas nada disso aconteceu. O que
aconteceu foi a estrela de um atacante. Em dois lances, Juninho resolveu
o problema do ataque do Sport. Aos 45, foi mais rápido que João Ananias
e cabeceou sem defesa para Tiago Cardoso. No minuto seguinte, o nome do
jogo virou após cruzamento na área, novamente em cima de Ananias.
Vitória justa do Sport. Graças a Juninho.
OSport Club do Recife nasceu em 13 de Maio de 1905, quando o pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca - voltando de uma temporada de estudos na Inglaterra e já encantado pelo esporte bretao - fundou, na companhia de alguns seguidores, aquele que viria a tornar-se o maior clube do Norte-Nordeste do Brasil, seja em relaçao a patrimônio, estrutura, conquistas, glórias, títulos e uma imensa e fiel torcida.
A sede do Sport Club do Recife fica localizada na Praça da Bandeira, no bairro da Ilha do Retiro, em Recife. A grande estrutura abriga quadras de tenis, basquete, vôlei, handebol, hóquei e vários outros esportes. Conta também com um grandioso parque aquático, além de um centro de treinamento de futebol e a casa de todos os rubro-negros: o estádio Adelmar da Costa Carvalho, carinhosamente chamado de Ilha do Retiro.
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